Maria Victoria 11

O projeto de lei 395/2025, que define de forma clara e definitiva os limites territoriais entre os municípios de Tunas do Paraná e Cerro Azul, foi aprovado nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.

O texto de autoria da deputada Maria Victoria (PP) transfere para o município de Tunas do Paraná a comunidade de Tigre, localizada hoje em Cerro Azul.

A deputada explica que a modificação dos limites atende uma demanda histórica dos moradores da região. “Com a atualização, será possível garantir segurança jurídica e administrativa, eliminar sobreposições e assegurar maior eficiência na prestação de serviços públicos”, aponta.

A alteração atende uma demanda de cerca de 900 moradores da comunidade de Tigre de pertencer a Tunas do Paraná, centro urbano mais próximo da comunidade.

O prefeito de Tunas do Paraná, Marco Baldão (PP), destaca que a comunidade de Tigre já era atendida pelo município há anos devido à sua proximidade geográfica. No entanto, a ausência de amparo legal limitava a execução de serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social.

“Com a aprovação do projeto de lei, surge a esperança de que a comunidade passe a pertencer oficialmente a Tunas do Paraná, permitindo um atendimento mais digno, respeitoso e eficiente à população”, pontua o prefeito.

Acordo

O texto do projeto foi construído a partir de acordo firmado pelos municípios, respaldado por legislações específicas: a lei 994/2024, de Tunas do Paraná e o decreto legislativo 21/2024, de Cerro Azul.

O tema foi debatido também em audiência pública o dia 31 de agosto de 2024, com participação popular e transparência no processo de revisão dos limites.

Além disso, o processo contou com estudos técnicos conduzidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), que prestaram assessoria especializada e garantiram a precisão das definições geográficas.

O Paraná avançou no processo de aliar crescimento industrial e sustentabilidade com sanção da lei nº 22.624/2025, que institui a política de incentivo à descarbonização industrial no Estado.

A iniciativa, de autoria da deputada estadual Maria Victoria (PP) e sancionada, nesta semana, pelo governador Ratinho Júnior (PSD), tem o objetivo de modernizar o setor produtivo, reduzir emissões de gases de efeito estufa, trazer protagonismo ao Paraná nas discussões da COP-30, e alinhar desenvolvimento econômico às práticas sustentáveis.

“Com a lei, o Paraná assume protagonismo no Brasil na transição para uma economia de baixo carbono. O texto foi construído em parceria com o a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) com o foco no aumento da competitividade do nosso parque industrial e no desenvolvimento sustentável”, explica.

A criação de uma legislação moderna e pioneira de descarbonização industrial faz parte da Agenda Legislativa da FIEP 2025, que aponta os projetos que possuem impacto positivo no setor.

A lei prevê estímulos à inovação tecnológica, ao uso de energias renováveis, à economia circular e à eficiência energética. Também fortalece a competitividade internacional da indústria paranaense, preparando o Estado para atender às crescentes exigências de sustentabilidade dos mercados globais.

“Não se trata apenas de proteger os recursos naturais, mas também de garantir que nossas empresas estejam preparadas para competir e crescer num mercado mundial cada vez mais sustentável. A descarbonização é uma estratégia de desenvolvimento econômico”, pontua Maria Victoria.

Avanços

Entre os benefícios para o setor industrial estão a modernização dos processos produtivos com base em tecnologias limpas, redução de custos operacionais por meio da eficiência energética, maior competitividade nas exportações, diante de exigências ambientais internacionais e atração de novos investimentos e geração de empregos qualificados.

A nova legislação deve também mitigar os impactos das mudanças climáticas, estimular o uso racional de recursos naturais como água, solo e energia e incentivar a economia circular, com reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva industrial.

Próximo passo

Com a sanção do governador Ratinho Júnior, agora caberá ao Poder Executivo regulamentar os instrumentos de incentivo que darão efetividade à lei, como linhas de crédito, parcerias público-privadas e programas de inovação.

O litoral paranaense pode ganhar uma nova oportunidade de desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. A deputada estadual Maria Victoria (PP) apresentou nesta semana, o projeto de lei 747/2025, que institui diretrizes para o incentivo à chamada Economia Azul no Paraná.

O conceito, já adotado por organismos internacionais como a ONU e o Banco Mundial, propõe o uso sustentável dos recursos de mares e rios como motor de crescimento econômico, geração de empregos e inovação.

“O Paraná pode ser protagonista neste novo capítulo da economia mundial. Temos aqui um Litoral rico em biodiversidade, cultura e oportunidades de negócios. O projeto de lei busca criar políticas públicas capazes de transformar esse potencial em resultados concretos para os moradores e para o desenvolvimento do Estado”, pontua Maria Victoria.

Segundo estimativas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a economia azul deve movimentar trilhões de dólares no mundo nas próximas décadas, tornando-se uma das áreas mais promissoras para o crescimento sustentável.

O que é

A deputada explica que a economia azul vai além da simples exploração dos recursos dos oceanos e rios. Engloba desde a pesca e a aquicultura sustentáveis até o turismo de base comunitária, passando por setores inovadores como a biotecnologia marinha e a produção de energias renováveis no mar.

“Nosso objetivo é estimular a inovação, o desenvolvimento, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida de quem mora no nosso Litoral, tudo isso sem abrir mão da proteção do meio ambiente.”, afirma Maria Victoria.

Atividades

Entre as atividades potenciais englobadas pela economia Azul no Paraná estão: pesca artesanal sustentável, valorizando colônias de pescadores e garantindo segurança alimentar; turismo ecológico, explorando atrativos como a Ilha do Mel, a Ilha das Peças e o Parque Nacional de Superagüi e aquicultura responsável, que pode gerar renda com criação de ostras, camarões e peixes nativos.

Também envolve o desenvolvimento dos Portos de Paranaguá e Antonina; estímulo às energias renováveis marinhas, como eólica offshore e aproveitamento de ondas e marés e à biotecnologia marinha, com pesquisas sobre algas e organismos aquáticos que podem resultar em medicamentos, cosméticos e novos alimentos.

O projeto de lei 747/2025 estabelece princípios como sustentabilidade ambiental, inovação social, direito à informação e educação ambiental. Também prevê a criação de hubs regionais para inovação costeira, emissão de Blue Bonds (títulos voltados a projetos oceânicos) e integração com universidades, institutos de pesquisa e colônias de pescadores.

A proposta está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e dialoga com iniciativas recentes, como o BNDES Azul, lançado neste ano para apoiar ações de preservação da biodiversidade marinha.

Emenda de R$ 200 mil do programa “Paraná Mais Eventos”, do Governo do Estado, foi destinada à 12ª edição da Festa Literária Internacional de Maringá, que acontece de 8 a 12 de outubro.

A deputada estadual Maria Victoria (PP) viabilizou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil do programa “Paraná Mais Eventos”, da Secretaria de Turismo, para a 12ª Festa Literária Internacional de Maringá (FLIM).

O recurso será aplicado em itens essenciais de infraestrutura, como gerador, tendas, sonorização e equipamentos de apoio, assegurando que a cidade receba o evento com a qualidade que o público espera.

A deputada reforçou a relevância de apoiar iniciativas que unem cultura, turismo e desenvolvimento. “A FLIM é um patrimônio cultural de Maringá e um dos maiores eventos literários do Brasil. Esse recurso contribui para que o festival cresça ainda mais, oferecendo qualidade e estrutura adequada para receber leitores, autores e visitantes de diversas regiões”.

De 8 a 12 de outubro, o centro de Maringá se transforma em palco da literatura. Realizada na Travessa Jorge Amado, a FLIM 2025 destaca a diversidade cultural e promove encontros entre leitores, escritores, artistas e visitantes em uma programação gratuita.

O secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, agradeceu o investimento e ressaltou o impacto da emenda. “Esse apoio é fundamental para garantirmos a realização da FLIM com a qualidade que a população espera. A emenda da deputada Maria Victoria mostra sensibilidade com a cultura e reforça a importância de investir em eventos que fortalecem a identidade cultural da cidade”, afirmou.

O evento conecta pessoas, ideias e mundos, proporcionando experiências únicas e consolidando Maringá como referência nacional em literatura e arte.

A programação completa será divulgada em breve, mas já é possível destacar que a FLIM trará autores nacionais e internacionais, oficinas, debates, apresentações artísticas e atividades para todas as idades.

O Conselho de Ações Solidárias e Voluntariado da Assembleia Legislativa do Paraná entregou, nesta quarta-feira (17), no Hall do Prédio Administrativo da Casa, mais uma remessa de tampinhas plásticas arrecadadas pelo Legislativo paranaense ao Asilo São Vicente de Paulo, em Curitiba. A entrega, que faz parte do Programa Tampinha Paraná, foi realizada pela presidente do Conselho e segunda-secretária, deputada Maria Victoria (PP).

Na ocasião, foram entregues seis galões cheios de tampinhas e outros materiais recicláveis, com o apoio de doações recebidas da ACP (Associação Comercial do Paraná) e do Bazar Moda do Bem. “Hoje nós estamos entregando ao padre José Aparecido, ao Asilo São Vicente de Paulo, algumas toneladas de tampinhas e material reciclável em geral para a aquisição de fraldas geriátricas. A todos que colaboraram, a nossa gratidão. Vamos continuar ajudando os idosos e pretendemos ampliar o nosso trabalho”, destacou Maria Victoria.

O gestor do Asilo, padre José Aparecido, explicou que são utilizadas cerca de 20 mil fraldas por mês, das quais 12 mil já são adquiridas com recursos provenientes das doações de tampinhas. Ele ressaltou que, além do impacto social, o programa também tem relevância ambiental e educacional. “Há um viés ambiental e educacional. Estamos falando de crianças, de famílias que, em casa, guardam uma tampinha e percebem que aquilo pode ser doado para beneficiar idosos e, ao mesmo tempo, não terá impacto negativo no meio ambiente. É uma campanha maravilhosa”, afirmou.

Programa

O programa Tampinha Paraná, criado em 2023, tem o objetivo de incentivar instituições, legislativos municipais, associações de classe, entre outros, a arrecadarem tampinhas plásticas destinadas a entidades assistenciais. Desde então, foram inúmeras arrecadações, adesões e doações, tanto que a campanha ganhou força e se transformou em lei estadual.

A legislação (Lei nº 21.697/2023), de autoria dos deputados Alexandre Curi (PSD), Maria Victoria (PP) e Ademar Traiano (PSD), foi idealizada pelo Conselho e busca unir esforços de entidades públicas e privadas para promover a cultura da sustentabilidade ambiental e a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade. As tampinhas, depois de arrecadadas, são comercializadas com empresas especializadas em reciclagem, e o material coletado se converte em recursos financeiros destinados às entidades.

O que descartar

Além das tampinhas de garrafas PET, também podem ser doadas tampas plásticas de produtos de cozinha, como margarina, manteiga, requeijão, achocolatado, maionese, ketchup, temperos, leite e leite em pó; da área de serviço, como amaciante, sabão líquido, água sanitária, álcool, desinfetante, limpadores, lustra-móveis e detergente; de higiene pessoal, como shampoo, condicionador, cremes de tratamento, hidratante, creme dental, acetona e sabonete líquido; e ainda tampas de lenços umedecidos, talco, pomadas, remédios, canetas e canetinhas. Na Assembleia, há coletores distribuídos em diversos pontos para que funcionários e colaboradores possam fazer suas doações.

O Hospital da Criança de Maringá completou um ano de funcionamento com mais de 40 mil procedimentos realizados, entre consultas, exames e cirurgias. A deputada estadual Maria Victoria (PP), que iniciou em 2017 o trabalho de viabilização da unidade, comemorou o resultado.

“São exames, consultas e cirurgias que transformaram a vida de crianças e famílias de Maringá e da região. O Hospital da Criança de Maringá trouxe esperança e cuidado para quem mais precisa, como nós havíamos sonhado em 2017”, afirmou a deputada.

A solenidade de comemoração ao primeiro ano de operação do Hospital ocorreu na manhã de segunda-feira (15) com representantes da Prefeitura de Maringá e da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, responsável pela gestão da unidade.

Há cerca de oito anos, Maria Victoria iniciou o trabalho de viabilização de um hospital pediátrico especializado para atender crianças da região Noroeste do Paraná. A unidade foi erguida por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, Governo do Estado, Organização Mundial da Família e Prefeitura de Maringá.

“O Hospital garante cuidado especializado e de qualidade mais próximo das famílias da região. Uma unidade referência em saúde pediátrica e infanto-juvenil para mais de 4 milhões de pessoas”, acrescentou Maria Victoria.

Oncologia

Em um ano, a unidade registrou 12,3 mil consultas ambulatoriais, 8 mil exames de imagem, 11 mil exames laboratoriais, 1,8 mil cirurgias e 3 mil internações.

O balanço também aponta avanços importantes, como o início dos atendimentos na UTI Pediátrica, no ambulatório de genética e doenças raras e no serviço de oncologia pediátrica, este último previsto apenas para 2027 e já em operação.

“Estamos celebrando a possibilidade de um diagnóstico mais rápido, a esperança de milhares de famílias de terem a saúde dos filhos restabelecida”, destacou a vice-prefeita Sandra Jacovós.

O secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi, ressaltou a importância do hospital como símbolo de transformação na saúde pediátrica da cidade.

“O percentual de funcionamento já supera o que estava previsto inicialmente, considerando que o atendimento oncológico pediátrico, que estava previsto apenas para 2027. O Hospital da Criança de Maringá alcançou 33% de funcionamento em um ano, superando em 23% a meta prevista no projeto inicial.”

Para o superintendente da Liga Álvaro Bahia, Carlos Emanuel Melo, a sensação é de dever cumprido, mas com foco em um novo ano de ampliação da oferta de serviços.

“Para o próximo ano, estaremos focados em crescer, consolidar a oncologia e as cirurgias que vêm sendo feitas, aumentando a complexidade. Além disso, é bem provável que sejam abertos novos leitos de UTI.”

A deputada estadual Maria Victoria (PP) agradeceu ao governador Ratinho Júnior (PSD) pelo investimento de R$ 450 milhões na duplicação em concreto do Contorno Sul e destacou a importância da parceria do poder público com a sociedade civil de Maringá para a execução dessas obras estruturantes.

A deputada participou na quarta-feira (11) da assinatura do convênio do Governo do Estado com a prefeitura para a execução da duplicação em concreto do Contorno Sul. “A duplicação é mais um resultado dessa união. A ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá), contratou, pagou e doou o projeto dessa importante obra”, disse.  

“Gratidão governador Ratinho Júnior, a obra é um sonho da nossa cidade e da nossa região há muito tempo, um investimento que vai aumentar a segurança, reduzir o tempo das viagens e criar um eixo regional de desenvolvimento”, completou a deputada.

“Essa é possivelmente a maior obra dos últimos 30 anos em Maringá, que passa de R$ 450 milhões, com um projeto bem feito doado pela sociedade civil organizada da cidade. Será a solução para o maior problema de Maringá e da região, que é a entrada da cidade por Sarandi.”, afirmou Ratinho Junior.

“Além disso, trará uma solução moderna, com todo o contorno em concreto, duplicado, com viadutos que vão melhorar o ir e vir de um lado para o outro, além de trazer muito mais segurança e tranquilidade aos moradores. É uma obra que vai transformar Maringá e toda a região. Agora cabe à prefeitura realizar as audiências públicas e, após a aprovação, lançar o edital de licitação”, acrescentou.

O prefeito Silvio Barros celebrou o repasse dos recursos pelo Governo do Estado, que darão fim a um trânsito diário perigoso na via municipal. “Estamos falando de 11,8 quilômetros ligando a PR-317 à BR-376. Essa obra resolve grandes problemas da região, como o tráfego pesado de caminhões trazendo a safra de Campo Mourão para Paranaguá e que não tem outra alternativa senão passar por aqui. Nos últimos anos tivemos pessoas que perderam a vida passando por ali, então essa obra vai mexer com a vida de muita gente”, ressaltou.

Viadutos

A duplicação em quase 12 quilômetros contará com pavimento em concreto, além da construção de 17 viadutos, uma ponte, passarelas e pistas marginais ao longo do trecho. “É uma das obras mais complexas em perímetro urbano do Paraná. Estamos falando de pavimento rígido, de primeiro mundo, com 12 quilômetros de extensão e 18 viadutos ao longo do trajeto.”, destacou o secretário de infraestrutura e logística, Sandro Alex.

Presenças

Participaram do anúncio o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo e do Planejamento, Ulisses Maia; o deputado federal Ricardo Barros; o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi; os deputados Evandro Araújo, Delegado Jacovós e Soldado Adriano José; o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Carlos Cade; prefeitos e demais lideranças da região.

O atendimento de uma antiga demanda das famílias do Paraná se torna mais real graças ao apoio da Assembleia Legislativa do Paraná: a Casa de Leis oficializou na tarde desta quarta-feira (10) a entrega de R$ 20 milhões do seu orçamento próprio para construção do “HCZinho”, apelido do futuro Instituto Pediátrico do Hospital de Clínicas (HC), vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que será erguido em Curitiba. A celebração da transferência ocorreu no Plenário, sendo prestigiada por parlamentares e gestores da instituição. Em seguida, uma solenidade celebrou os 64 anos do HC.

“Este repasse faz parte de uma política maior, de um compromisso que a Assembleia Legislativa assumiu com os paranaenses: devolver à sociedade os recursos economizados do nosso orçamento. Hoje, somos o único Parlamento do Brasil a fazê-lo nesta proporção. Neste ano, vamos transferir quase 50% do orçamento do Legislativo para o Governo do Estado, para que cada centavo seja aplicado onde mais importa: na vida das pessoas”, ressaltou o presidente da Alep, Alexandre Curi (PSD).

Curi ilustrou como a atuação da Assembleia Legislativa está promovendo melhorias no Paraná, financiando a pavimentação de ruas em 373 cidades paranaenses e auxiliando a construção de centros de educação infantil em mais de 250 municípios – dentre outras obras. No âmbito da saúde, o Legislativo paranaense dedicou montantes para a construção do Hospital Erastinho, referência no tratamento oncológico infantil; bem como à ampliação do Hospital Pequeno Príncipe.

“O Hospital de Clínicas é uma referência não só ao estado do Paraná, mas para o Brasil. Estes deputados, sob o comando do deputado Alexandre Curi, prezam pela saúde e bem-estar da população nesse repasse, que será importantíssimo para tantos pacientes e famílias que fazem uso do HC. É motivo de alegria e honra”, destacou a deputada Maria Victoria (PP), 2ª Secretária da Alep.

Oferta triplicada

Os aportes financeiros permitirão que o HCzinho, previsto para começar a operar até 2029, disponha de tecnologia de ponta para o atendimento pediátrico no Paraná. Em um prédio de dez andares serão construídos 120 leitos de internação, 35 leitos de UTI, duas salas cirúrgicas e ambulatórios, com atendimento humanizado e especializado. O prédio deve ser erguido a partir de 2026 ao lado da maternidade do Hospital de Clínicas em terreno na Rua General Carneiro, de acordo com a UFPR.

Com o Instituto Pediátrico, a estrutura de atendimento infantil ofertada pelo Hospital de Clínicas será triplicada – atualmente, a instituição dispõe de 30 leitos pediátricos e oito leitos de UTI dedicados ao público infantil. Toda essa ala infantil será transferida para o HCzinho, possibilitando que o HC tenha espaço para também ampliar o atendimento adulto, detalha a vice-reitora da UFPR, Camila Fachin.

O reitor da UFPR, Marcos Sunye, reconheceu que o repasse da Assembleia é uma valorização para o HC e um reconhecimento por tudo que a instituição tem feito pelo Paraná. “O Hospital de Clínicas sempre foi uma referência em tratamento de alta complexidade e a gente vê o tempo todo pessoas do Paraná inteiro vindo para se tratar aqui. Essa valorização e reconhecimento se consolidam com essa doação de R$ 20 milhões da Assembleia”.

Domingos Murta, presidente da Associação dos Amigos do HC, enalteceu a história do HC e agradeceu a iniciativa dos deputados. “O HCzinho vai ser um hospital pediátrico 100% SUS. Provavelmente vai ser o melhor hospital público do sul do Brasil no ramo de pediatria. Por quê? Porque ele vai atender todas as 26 especialidades do HC”, ressaltou Murta. “E nós vamos fazer com que a capacidade de atendimento do Hospital de Clínicas do Paraná, que é o maior hospital público do Paraná, aumente em 40%”.

Contribuição parlamentar

A dedicação do orçamento legislativo para a construção do HCzinho ocorre graças ao esforço de todos os parlamentares estaduais. A deputada Secretária Marcia Huçulak (PSD) lembrou do impacto da ação para o tratamento e cuidado de pessoas com doenças raras, como cânceres raros e malformações, tendo em vista que o HC é referência no tema. “Muitas vezes, é uma expertise que só tem aqui”, pontuou. “O repasse é fruto do trabalho dos 54 deputados, até porque o Hospital de Clínicas da UFPR atende os 399 municípios do Paraná”.

“Esse repasse é resultado de economia e de uma boa administração da Assembleia que vai atender as necessidades infantis que nós tanto precisamos”, destacou o parlamentar Gilson de Souza (PL). Ele relembrou que o Executivo paranaense também anunciou investimento de R$ 20 milhões, totalizando R$ 40 milhões dedicados pelos poderes estaduais à empreitada. “A cada ano a gente devolve meio bilhão de reais ao Poder Executivo. Isso se transforma em mais escolas, mais saúde e mais segurança”, complementou o deputado Gilberto Ribeiro (PL).

“A Assembleia passa a fazer parte dessa importante história do Hospital de Clínicas, com o encaminhamento desses 20 milhões”, opinou o deputado Fábio Oliveira (Podemos). “É uma honra para nós realizar esse repasse para esse hospital que já é referência para o Paraná, e por que não dizer, para o Brasil”, acrescentou a parlamentar Mara Lima (Republicanos). Também são proponentes da solenidade o 3º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Requião Filho (PDT); e o deputado Tercilio Turini (MDB), presidente da Comissão de Saúde da Alep.

Solenidade

Na sequência da assinatura, a Assembleia também promoveu uma solenidade em homenagem aos 64 anos do HC, inaugurado em 5 de agosto de 1961. Os proponentes também foram os deputados Alexandre Curi e Ney Leprevost (União).

Curi declarou sua gratidão à instituição, aos profissionais e aos demais parlamentares. “Gratidão à Reitoria da nossa Federal, à direção e aos profissionais do Hospital de Clínicas pelos 64 anos de uma história que honra o Paraná. Gratidão a cada deputado e deputada desta Casa, que entenderam que juntos podemos ir mais longe. Gratidão ao povo do Paraná, que nos inspira todos os dias a construir um Estado mais justo, mais forte e mais humano”.

Para Leprevost, além de presentear com os R$ 20 milhões, é hora de reconhecer os profissionais e o atendimento de excelência. “Hoje nós estamos comemorando os 64 anos desse grande hospital, que é um orgulho para Curitiba, para o Brasil, além de agradecer ao serviço humanizado e excelência prestado por todos esses profissionais”.

“Esse evento reconhece todas as pessoas que são importantes para a história do Hospital de Clínicas. Este ano completamos 64 anos e nós temos essa missão de trazer para o paciente do SUS um tratamento de excelência e também na formação de profissionais que depois vão trabalhar no SUS. Então é uma forma de agradecer todas essas pessoas que foram e são importantes”, disse a vice-reitora da UFPR, Camila Fachin.

“O profissional que trabalha no hospital de clínicas, em geral, se dedica muito mais do que ele recebe em retorno como salário. Pessoas abnegadas e dedicadas ao hospital. Vejo essas homenagens como muito justas para esses profissionais, a dedicação tão forte que eles têm pelo hospital”, afirmou o reitor da UFPR, Marcos Sunye.

Alguns dos profissionais do hospital que marcaram a história da instituição receberam menções honrosas. São eles:

Alçuíra Maria Victorino – Técnico de Enfermagem do Centro Cirúrgico do HC UFPR;

Ângela Helena de Campos – Fonoaudióloga do HC UFPR;

Camila Caroline Szpin – Enfermeira do HC UFPR;

Cíntia Rosa de Oliveira – Pedagoga do HC UFPR;

Daltiva Gonçalves – Auxiliar de Administração da Unidade de Patrimônio do HC UFPR;

Dulcemary Dias Bittencourt – Professora do Departamento de Tocoginecologia da UFPR;

Eduardo Kaehler Meister – Médico do Serviço de Neuropediatria do HC UFPR;

Eliseana Aparecida Padilha – Assistente Social do HC UFPR;

Fabiana Rodrigues da Silva – Fisioterapeuta do HC UFPR;

Flávio de Queiroz Telles Filho – Professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFPR;

Hermínia Dallegrave Bonfim Breginski – Engenheira Civil do HC UFPR;

Ítala Marques – Terapeuta Ocupacional do HC UFPR;

Jéssica de Oliveira Veloso Vilarinho – Enfermeira e Chefe do Setor de Contratualização e Regulação;

José Ederaldo Queiroz Telles – Professor do Departamento de Patologia Médica da UFPR;

Marcos Vinícius Zoreck Portela – Psicólogo do HC UFPR;

Maria Cristina Sartor – Professora do Departamento de Cirurgia da UFPR;

Maria José Maciel da Silva – Auxiliar de Enfermagem do Centro Cirúrgico do HC UFPR;

Maurício de Carvalho – Professor do Departamento de Clínica Médica da UFPR;

Mônica Gemin Rodrigues – Nutricionista do HC UFPR;

Rafael Henrique Gusso Rosado – Chefe do Setor de Tecnologia da Informação e Saúde Digital do HC UFPR;

Raffael Massuda – Professor do Departamento de Psiquiatria e Medicina Forense da UFPR;

Regina Cavalcanti – Professora do Departamento de Pediatria do HC UFPR;

Sandra Mara dos Santos Silva – Auxiliar de Enfermagem da Infectologia Pediátrica do HC UFPR;

Simone Aparecida Peruzzo – Enfermeira e Gerente de Assistência em Saúde do HC UFPR;

Simone Cristiane de Souza – Administradora Pública e Gerente de Administração em Saúde do HC UFPR;

Vania Mari Salvi Andrzejewski – Farmacêutica do HC UFPR.

A Assembleia Legislativa do Paraná analisa o projeto de lei da deputada estadual Maria Victoria (PP) que institui o Dia Estadual de Conscientização da Osteogênese Imperfeita, doença rara conhecida popularmente como “doença dos ossos de vidro”.

O PL 709/2025 prevê que a data seja celebrada anualmente em 6 de maio e passe a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado. O projeto foi protocolado na terça-feira (2) e segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A osteogênese imperfeita é uma condição genética rara que fragiliza os ossos, tornando-os mais suscetíveis a fraturas frequentes, inclusive durante atividades rotineiras. Além disso, pode causar baixa estatura, deformidades esqueléticas e outros comprometimentos.

Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos clínicos e terapêuticos que ajudam a reduzir os impactos e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

A deputada Maria Victoria destaca que a criação da data oficial tem como objetivo ampliar a informação, conscientizar a sociedade, combater o preconceito e estimular a formulação de políticas públicas voltadas ao atendimento dos pacientes.

“São pessoas que merecem atenção, cuidado e dignidade. A conscientização é um passo essencial para promover inclusão, melhorar a qualidade de vida e avançar em pesquisas e tratamentos”, afirma a parlamentar.

Doenças raras

Desde 2015, a deputada Maria Victoria atua para dar mais visibilidade às doenças raras, buscando diagnósticos mais precoces, incentivo à pesquisa e ampliação dos tratamentos.

O Paraná foi o primeiro estado do país a debater o tema no Legislativo, com a aprovação da Lei 18.646/2015, que instituiu o Dia de Conscientização das Doenças Raras. Em 2018, a legislação foi atualizada para incluir o Fevereiro Lilás, mês de mobilização sobre o tema.

“Desde 2015 estamos nessa luta de conscientização. Na época, fomos o primeiro parlamento a discutir esse assunto. Hoje, mais de 15 milhões de pessoas vivem com doenças raras no Brasil, sendo 700 mil apenas no Paraná”, explica Maria Victoria.

Uma das principais conquistas da mobilização foi a ampliação do número de doenças detectadas pelo teste do pezinho. No ano passado, o Governo do Estado autorizou o aumento gradual de 7 para 37 doenças diagnosticadas na triagem neonatal, e a Assembleia Legislativa aprovou uma lei sobre o tema, de autoria da deputada.

Sobre doenças raras

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Embora o número exato não seja conhecido, estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil tipos diferentes em todo o mundo.

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas possuem diagnóstico de alguma doença rara, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Ministério da Saúde explica que as doenças raras apresentam grande diversidade de sinais e sintomas, que variam não apenas entre condições diferentes, mas também entre pacientes com o mesmo diagnóstico. Em muitos casos, manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, o que dificulta o diagnóstico precoce.

O Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2), liderado pela Copel, Sanepar e outras instituições paranaenses, foi selecionado para compor o plano de investimentos do Brasil. O projeto está entre os cinco escolhidos entre 70 propostas apresentadas ao Ministério de Minas e Energia (MME) para acessar recursos dos Fundos de Investimento Climático – Descarbonização da Indústria (CIF-ID).

A deputada estadual Maria Victoria (PP), uma das autoras da lei que institui a política de incentivo ao uso do hidrogênio renovável no Paraná (21.454/2023), destacou o resultado como um marco na consolidação de um ambiente favorável para investimentos e negócios.

Segundo ela, a lei posicionou o Estado na vanguarda da transição energética, abrindo caminho para a aprovação do projeto de um hub de hidrogênio renovável que irá gerar empregos de qualidade, atrair investimentos internacionais, fortalecer a indústria local e impulsionar a descarbonização da nossa matriz energética.

“O hidrogênio renovável representa o futuro da energia limpa e o Paraná é pioneiro nesse processo inovador. Trabalhamos com o Governo do Estado, empresas públicas, universidades e centos de pesquisas para atrair investimento, estimular projetos de hidrogênio renovável e avançar na transição energética em diversos setores da economia”, afirma.

Proposta

A proposta do Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2) prevê a produção de hidrogênio renovável a partir do biogás gerado em uma estação de tratamento de esgoto. Esse hidrogênio de baixa emissão de carbono será destinado a aplicações estratégicas no ecossistema de Curitiba.

O consórcio é liderado pela Copel Geração e Transmissão (Copel GT) e conta também com a participação das empresas Sanepar, Compagas, Peróxidos do Brasil, Gas Futuro e instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), CIBiogás, Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil, Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Hidrogênio (Napi Hidrogênio).

A proposta tem previsão inicial de produzir 100 toneladas de hidrogênio renovável por ano. O potencial de expansão é expressivo, com as 232 estações da Sanepar, a capacidade pode chegar a 7 mil toneladas anuais.

Além da geração de energia limpa, o projeto também prevê captura de CO₂ e a mitigação de até 325 mil toneladas de emissões anuais, com geração de créditos de carbono.

Chamada Pública

A seleção foi promovida pelo Ministério de Minas e Energia, por meio de chamada pública para hubs de hidrogênio de baixa emissão de carbono para descarbonização da indústria, uma das principais ações do Programa Nacional do Hidrogênio. A chamada pública, aberta em outubro de 2024, contou com 70 inscrições vindas de diferentes regiões do país.

Após a avaliação final, foram selecionadas cinco propostas com grande potencial de execução até 2035. Além do Paraná, também foram escolhidas iniciativas da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Outros Investimentos

Em 2023, a Copel GT promoveu chamada pública para captar projetos de P&D+I envolvendo tecnologias para produção de hidrogênio renovável  de biomassa, biocombustíveis e outros resíduos de natureza orgânica. Foram selecionadas três propostas para receber investimentos que somam R$ 7,6 milhões, coordenadas pela UFPR (PR), Apreno (RO) e Senai (PE).

Além do sistema de certificação, como fruto dessa iniciativa pioneira, uma planta piloto de produção de hidrogênio renovável por rota seca (isenta de uso de água no processo) será inaugurada ainda este ano no Centro Politécnico da UFPR. A experiência adquirida neste projeto também vai contribuir com o desenvolvimento da proposta do Hub B2H2 paranaense.